Carta que não mandarei

•22, Agosto , 2009 • Deixe um Comentário

Olá você!

Como estão as coisas em sua vida?!

Estava eu hoje pensando em você. Sim, mais uma vez eu parei todos os meus pensamentos e dirigi minha atenção a você! Posso não saber seu nome hoje, mas um dia nos encontraremos e poderei reler essa carta e rir das coisas que pensei nesses momentos débeis…Mais uma carta e os minutos desperdiçados…

Uma carta ao ego

•30, Junho , 2009 • Deixe um Comentário

Hoje eu acordei meio brisa leve. Tive uma noite agradável entre os braços do amor. Meus sonhos meio perdidos, meio cansados, ainda me embalam em noites de tempestade em medos que tanto tive. Hoje, eu acordei com um sabor doce e uma vontade ser grande. E descobri que sou aquele menino meio sozinho, aquele sentido meio vazio. A saudade de um tempo que não aconteceu. E hoje, ao acordar não sabia que o mundo me assustaria e que eu teria medo de seguir.

E eu fiz um momento de vontade e eu senti saudades de não ter mais compromissos. E descobri que o tempo não volta e que não vão mais embalar meus machucados e que sofrer já não é mais passar vontade. E descobrir tudo isso em uma chamada telefônica não é de todo agradável. Meus dias já parecem estar meio terríveis e tenho mais uma vez medo de não gostarem de mim. Descobrir…às vezes é bom…me faz saber que sou alguém que teme a vida, mesmo sendo alguém com alma, é alguém com calma que faz de tudo pra sonhar mais uma vez.

Três estrelas perdidas

•20, Abril , 2009 • Deixe um Comentário

Já quis viver em um mundo distante deste de hoje. Não gosto de estas aqui e ver que nesse momento eu sou apenas nada e que pouco importa o que acredito. Eu vivo das minhas idéias e acredito nelas tanto quanto acredito que não podemos viver uma vida muda, sem escolhas, sem bandeiras e sem vontades. Viver em silêncio é se oprimir sempre, e já não quero mais ter minha boca tapada por mãos que eu odeio.

Não gosto de gente que não respeita. Isso me irrita. Isso me violenta…Se eu amo, amo com carinho, com paciência, com cuidado. Amo cheio de compreensão e espero sempre poder partilhar do caminho com você…mas, caminhar por dois já não é do meu feitio. Nunca direi que não o fiz, entrentanto, fazê-lo agora vai contra meus ideais…Nunca tive certeza da grandiosidade que todos que me adoram dizem que eu tenho. Até o momento mais leve e mais impreciso, em que eu vi, que sou mais que apenas uma gota. Eu sou mais que um sorriso apático nesse oceano machista, patriarcal, racista e burro que chamam de sociedade.

Eu não quero me contentar com pouco. Não quero ter um casamento heterossexual medíocre, ter filhos para ensiná-los como vivem os meninos e como se portam as meninas. Eu nasci para a discussão, para analisar cada idéia proposta e contrariar-me em frente ao espelho. Eu sou exigente, sempre o fui comigo, e de agora em diante, passarei a exigir dos outros, porque descobri que Sartre, antes mesmo de eu sonhar em reencarnar, havia decifrado esse sentimento de impotência que sinto quando olho pra sociedade…”O inferno são os outros”…isso me alivia…percebo que não sou o único que pensa assim…

E mesmo que fosse. Sei que posso acreeditar em mim…

Mais um ano

•10, Janeiro , 2009 • Deixe um Comentário

Eu acabo de completar mais um ano. Mais uma década de sorrisos, de tristezas e de comemorações. Eu acabo de ver como crescer é algo fundamental e como amar é importante. Um amor mais leve e puro, o amor-próprio. Esses dias comecei a flertar comigo, com o meu eterno amor por um mundo desconhecido, que a cada dia me apaixono. Eu me amo mais a partir desse ano.

Sorrir vai ter outro gosto e ler terá outras cores, a vida mais uma vez se renova e a felicidade se faz presente por esse novo amor!

Devaneios

•28, Dezembro , 2008 • Deixe um Comentário

Todo mundo tem a sua loucura. Sabe aqueles pensamentos que só você entende ou crê neles. Eu necessito da minha auto-crítica para desenvolver grandes teorias sobre pequenas coisas que poderiam alterar bruscamente pequenos detalhes da minha vida.

Nunca me vejo inteiro, mas talvez, estar em tantos pedaços me faz menos confuso. Às vezes me perco em tantas facetas, mas logo me recupero e sigo. É uma constante roda de tese, anti-tese e síntese que me forma a cada nova descoberta de gestos arcaicos.

Outra coisa que percebi, é que sou uma antítese. Necessito de frases e idéias contrárias. Penso sempre no ponto exato e no extremo oposto para ficar sempre no meio de tudo isso. Por vezes já me achei frio, mas chorei com propagandas sentimentalóides que passam na tevê aberta. Uma pessoa extremamente prolixa e que sempre fala o que quer dizer e o oposto para nunca ter uma opinião. Porque assumir uma opinião é assumir uma posição, e eu não faço isso desde que nasci.

Acho que talvez se eu tomasse partido talvez eu encontrasse o que procuro. Ou não. Afinal, ainda não me sinto seguro para julgar. Até porque não considero ninguém “pronto” o bastante para fazê-lo. E assim a madrugada passa, nessa roda viva em que eu fico me construindo-desconstruindo e tentando desvendar mistérios que estão explicados nas folhas daqueles jornais de anos atrás.

Assim vou-me, seguindo uma trilha bifurcada, sempre…

Solidão

•4, Dezembro , 2008 • 1 Comentário

“Mas até cortar os próprios defeitos, ou vícios, pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.” (Clarisse Lispecto)

Acho que um defeito muito estranho que eu tenho é conversar comigo em momentos de solidão. Às vezes, sinto necessidade de cantar só pra saber se minha voz continua lá, normal, com os mesmos tons, sabe?!

Dizia Cecília Meirelles, que a solidão e a tristeza são ótimas para ela, pois só nessa companhia que ela conseguia escrever. Acho que sou partidário dela. Preciso de tristeza e solidão pra poder me expressar, talvez seja pelo receio de ser julgado, talvez seja pelo medo de alguém dizer o que sempre me dizem: “Ora! Pare de ser tão dramático!”. Mas, acho que preciso desse drama para me fazer completo, pra poder respirar mais fundo.

Viver não é só sorrir. E eu acredito muito que quem só sorri, não sabe dar valor a esse gesto. Já quem  chora, sabe o valor de um bom sorriso. Quem não fica sozinho nunca, não sabe sentir o valor das boas amizades e da boa companhia. Acho que quem não sabe curtir e degustar a tristeza não sabe o valor da alegria. E até arrisco a dizer que quem acha que não pode ser maldoso, não conhece o verdadeiro significado de uma boa ação.

Sim, tudo isso passa por essa mente desvairada, nos silêncios das madrugadas frias e solitárias. Às vezes dói um pouco, poque eu sinto o meu peito um pouco pesado, mas é importante sentir essa gama de sensações. Da tristeza medonha até o presente da melhor companhia, há uma gama de situações que podemos viver e saborear.

É assim, que eu sempre aconselho as pessoas que me perguntam o que eu penso sobre um sentimento: “Tristeza? Alegria? Medo? Coragem? Pavor? Felicidade?… Saboreie…

Por favor…

•2, Dezembro , 2008 • Deixe um Comentário

Um pouco mais de piedade.

Nada que não seja justo, apenas quero respirar aliviado

Um pouco mais de sentimento

Só quero que entenda o porquê não amo

Um pouco mais de bondade

Porque de injustiça o mundo já se corrompeu

Um pouco mais de pecado

Para que todos tenham o direito de errar e que ninguém julgue

Um pouco mais de cuidado

Porque estou pela metade do que sou inteiro

Um pouco mais de piedade, por favor…

Para que sorrir não seja um sacrifício e sim uma expressão

As lágrimas molham o papel, mas o que importa

Você nem sabe o quanto dói e pra ti, sou apenas alicerce…

Chorar atrapalha sua vida…

 

(suspiro)

 

(lágrimas)

 

Por favor, tenha um um carinho a mão e um sorriso a face…

POR FAVOR!

Um cálice

•2, Dezembro , 2008 • Deixe um Comentário

De repente, numa noite em que a solidão é densa e fantasmagórica, parece que a tristeza entra no peito de uma maneira abissal. Lá, num apartamento muito distante de você, há um corpo esparramado pelo sofá. Semi nu, pesado, cansado, triste, devorado por pensamentos sem nexo ou ética nenhuma. Ele apenas está lá, quase que inerte, quase que gelado, sentindo o sangue pulsar lentamente, com o corpo em carne viva e a alma dilacerada.

Seu rosto está pálido e suas mãos frias, brancas, paradas. É triste vê-lo, porque não se sente calor, não se expressa sentimentos, apenas ele está lá, vertendo lágrimas por dentro. Lágrimas tão tristes quanto as caras e bocas depressivas e depreciativas. Tudo pra ele não presta e a vida é tão triste quanto um cálice de lágrimas. Sim, um cálice cheio de lágrimas choradas por saber-se e sentir-se inútil.

A necessidade de verter lágrimas como se essas limpassem os olhos, a alma e os problemas é algo tão infantil, tão débil, tão insosso, que chega a parecer tédio de viver. Parece que sorrir é bobagem, ou que ainda não chegou a sua vez. Mas, ele está lá, esperando, aguardando e sonhando com a vez dele, para sorrir sem culpa, sem pecado, sem medo do tédio, do absurdo e do cotidiano.

Outra coisa que o amedronta é o cotidiano, o todo dia que todo dia começa e termina. A tristeza cíclica fica tatuada em seus olhares tristes, que exploram a sala, ali, daquele sofá, em que ele está esparramado. Sente-se fraco, quase que morrendo, se encolhe e volta a ser feto, pede pela mãe, espera proteção, evoca sanidade e chora…

Há quem pensa que ele é fraco, burro, inútil, débil, quase que sem salvação e ele concorda. Em seu ohar está escrito: “Será que existe alguém mais ignorante e fraco que eu?!” Mas, ser ignorante é ser feliz, pois não se tem problemas se não sabe pensar e fraqueza não é bem sua palavra. Tudo se silencia.

E o espelho só acha que eu desaprendi a sorrir…

Fraqueza

•2, Dezembro , 2008 • Deixe um Comentário

Nos ossos, nas mãos

No peito e na alma

Às vezes me bate uma fraqueza, uma tristeza

uma maldosa espécie de calma.

 

São passos que ficam mais pesados

São fardos que ficam mais leves

São almas que ficam mais sujas

E conciências que ficam mais leve

 

É a morte que nos faz respirar mais fundo

E a tristeza que nos faz eternos

São as maldades de um mundo descabido

Sem cores, sem velas, sem nexo

 

É mais um momento em que a alma se cansa

E que a maldade se faz pura

É um momento onde tudo e nada se encontram

Na pureza de uma taça suja

 

Sangue escorrendo pelas veias

A morte bebida a goladas

É tudo que se quer esquecer

É tudo que se espera não ser…

 

o final de uma vida

Desejo

•29, Outubro , 2008 • Deixe um Comentário

É na tua boca que encontro o desejo

quando vejo você chegar

E nos teus sorrisos velados

Se encontram fechados por nada mostrar

 

E meus pensamentos parecem estar

tão perdidos em meios sorrisos

Tão inertes e imprecisos

Esperando você me beijar

 

E nas paradas do tempo e nos poucos lamentos

não sei onde ir

Esperando dias mais sinceros

E risos mais sérios que não sei rir

 

Esperando mais uma singela

porém, primavera

que seja mais bela

que a triste camélia possa florescer

 

E nessa vida roda viva

faça das belezas queridas

As mais doces feridas

que você possa ter…