Objeção
A busca por você é um voar eterno, na escuridão a busca por algo que nunca fui, mas que sempre quis. Queria que você me visse, queria até que você existisse, com seus olhos oblíquos, seu rosto safado, suas mãos delirantes, seu corpo de pecado, minha vontade de passar o dia em você. Talvez minhas ilusões estejam afetando minha realidade, talvez eu não viva no mundo comum, talvez por isso posso ser o que quero e não o desejo do mundo. Meus sorrisos são sem graça, meu rosto não é perfeito, meu corpo não é o de um deus grego, minhas idéias são um pouco piegas, outras, deveras avançadas, mas eu sou isso. Não vivo fora da minha realidade.
Acho injusto pensar no meu coração do jeito que os outros pensam, minha intenção não é ser igual, porque não gosto do comum, não gosto do de sempre. Ser volúvel é um dom, saber o que gosta também é um dom. Aceitar ordens, acatar desejos, pensar na vida como um dia-a-dia sem graça não é para mim que sou flho da terra. Não é´pra mim a vida mediocre, o cotidiano imutável, as esruturas comuns do social não são para mim.
Há quem diga que a minha vida, como outros como eu ouvem que a vida deles é apenas festa. A festa está sempre em minha vida, para tirar as pessoas dos funerais cotidianos, de enterros diários, de sonhos, desejos, planos, vontades. Minhã avó dizia que faz muito mal passar vontade e eu concordo. Vivo da minha maneira, porque não vou passar vontade, acreditar no que todo mundo acredita, querer o que todos querem.
Ser igual facilita a vida, ser diferente deixa ela mais emocionante, menos piegas, menos comum. O glamour de um pôr-do-sol pra mim é eterno, pois aquele foi o único que vi com tamanho explendor, os outros tantos de minha vida, me passaram sensações diferentes, me criaram visões e emoções diferentes. E a vida vai seguindo…

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