Fraqueza
Nos ossos, nas mãos
No peito e na alma
Às vezes me bate uma fraqueza, uma tristeza
uma maldosa espécie de calma.
São passos que ficam mais pesados
São fardos que ficam mais leves
São almas que ficam mais sujas
E conciências que ficam mais leve
É a morte que nos faz respirar mais fundo
E a tristeza que nos faz eternos
São as maldades de um mundo descabido
Sem cores, sem velas, sem nexo
É mais um momento em que a alma se cansa
E que a maldade se faz pura
É um momento onde tudo e nada se encontram
Na pureza de uma taça suja
Sangue escorrendo pelas veias
A morte bebida a goladas
É tudo que se quer esquecer
É tudo que se espera não ser…
o final de uma vida

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