Fraqueza

Nos ossos, nas mãos

No peito e na alma

Às vezes me bate uma fraqueza, uma tristeza

uma maldosa espécie de calma.

 

São passos que ficam mais pesados

São fardos que ficam mais leves

São almas que ficam mais sujas

E conciências que ficam mais leve

 

É a morte que nos faz respirar mais fundo

E a tristeza que nos faz eternos

São as maldades de um mundo descabido

Sem cores, sem velas, sem nexo

 

É mais um momento em que a alma se cansa

E que a maldade se faz pura

É um momento onde tudo e nada se encontram

Na pureza de uma taça suja

 

Sangue escorrendo pelas veias

A morte bebida a goladas

É tudo que se quer esquecer

É tudo que se espera não ser…

 

o final de uma vida

~ por Samilo Takara em 2, Dezembro , 2008.

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