Devaneios
Todo mundo tem a sua loucura. Sabe aqueles pensamentos que só você entende ou crê neles. Eu necessito da minha auto-crítica para desenvolver grandes teorias sobre pequenas coisas que poderiam alterar bruscamente pequenos detalhes da minha vida.
Nunca me vejo inteiro, mas talvez, estar em tantos pedaços me faz menos confuso. Às vezes me perco em tantas facetas, mas logo me recupero e sigo. É uma constante roda de tese, anti-tese e síntese que me forma a cada nova descoberta de gestos arcaicos.
Outra coisa que percebi, é que sou uma antítese. Necessito de frases e idéias contrárias. Penso sempre no ponto exato e no extremo oposto para ficar sempre no meio de tudo isso. Por vezes já me achei frio, mas chorei com propagandas sentimentalóides que passam na tevê aberta. Uma pessoa extremamente prolixa e que sempre fala o que quer dizer e o oposto para nunca ter uma opinião. Porque assumir uma opinião é assumir uma posição, e eu não faço isso desde que nasci.
Acho que talvez se eu tomasse partido talvez eu encontrasse o que procuro. Ou não. Afinal, ainda não me sinto seguro para julgar. Até porque não considero ninguém “pronto” o bastante para fazê-lo. E assim a madrugada passa, nessa roda viva em que eu fico me construindo-desconstruindo e tentando desvendar mistérios que estão explicados nas folhas daqueles jornais de anos atrás.
Assim vou-me, seguindo uma trilha bifurcada, sempre…

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