Por vezes eu passo pelas ruas e vejo rostos, corpos, formas e atos que me atraem de uma forma tão peculiar. Parece que ao primeiro olhar e na primeira impressão, eu me apaixono, ao menos por alguns segundos por alguém. E é engraçado, porque há pessoas que eu encontrei em minha vida e que me fizeram muito bem em diversos aspectos, que eu tive essa “paixão de dois segundos”.
E nesse apaixonar-se por aqueles que me chamam atenção de alguma forma, eu realmente percebi que: ou me apaixono por TODO mundo, ou realmente eu nunca me apaixonei. Mas, será que eu não tenho noção de sentimento ou passo por um sentimentalismo barato? As pessoas realmente sabem o que é se apaixonar?
Essa pergunta me povoa a mente em momentos que eu busco um amor arrebatador, mas não encontro (e será que encontro um dia?). Mas aí me vejo analisando e entendendo o relacionamento. Porque essa relação afetiva não é feita apenas de sexo, ou de sentimentos harmoniosos, afinal os casais também brigam, terminam, choram, voltam e vivem vidas diferentes, com alguns sonhos e passos em comum. E tentei descobrir o que aprendi com os meus “fast-relacionamentos”.
A maioria das pessoas que eu tive alguma ligação afetiva, porque não vou mentir, já tive algumas cenas e beijos com alguém que não era nada nada afetivo, são essas que eu me apaixono pelo primeiro olhar. Reconheço que muitas delas levaram tempo pra “se interessarem” por mim. Um exemplo disso, é uma ex-namorada, que conversamos e fomos amigos durante um mês. E de repente, aquela minha afeição tinha virado um relacionamento de 2 meses.
Não sei como consegui namorar. Nunca havia pensando nisso e não sei de onde tirei que queria um relacionamento, mas eu queria e ali estava. Não brigamos, não convivíamos diariamente, não pensavámos um no outro todo o dia e incrívelmente, eu não tinha essa idéia de “relação amorosa”, mas era o que eu buscava, alguém que gostasse de mim e tivesse disposto a viver alegrias, tristezas e brigas comigo. Acho, que por morarmos em cidades distintas e que nos víamos apenas de fim de semana, descobri que não tinhamos um “NAMORO!” com toda a potencia sentimental que exigia um Dia dos namorados.
Então, com o passar do tempo, aquela “amizade colorida, vestida de relacionamento amoroso” deixou o campo ilusório de namoro, mas não brigamos e nem tivemos discussões, eu apenas levei-a até um lugar tranquilo e disse: Terminou. Ela chorou, sofreu e sentiu-se péssima e eu, na semana seguinte, já estava encantado por outra pessoa.
Eu fico pensando no romantismo por horas a fio, mas percebo que não deixei de ser um utilizador de suas ferramentas de conquista, apenas não aprendi a usar, suas ferramentas de manutenção e depois deste namoro, nunca mais me relacionei seriamente com uma pessoa. Tentar, eu tentei. Mas, segui a idéia de Tentativa e Erro e descobri que ou eu tinha ficado muito seletivo, ou simplesmente as pessoas não serviam pra esse negócio de namorar. Acredito que eu ainda estava procurando alguém que me fizesse “Feliz para Sempre”.
E nessas idas e vindas, e nos encontros e desencontros da vida, descobri que o melhor relacionamento pra se ter é consigo mesmo. Um namoro, ou um affair com o espelho faz um bem, que quem não tem ainda, DEVE experimentar. Descobri que procurar a felicidade nos outros é algo pra quem ainda não descobriu que para encontrar a felicidade, só depende de si.
Mas é claro, que não sou auto-suficiente, ou como diz o pai de uma amiga-irmã minha “Você não é uma ilha cercada de água”. No mundo existe muita gente bacana e que precisa ser conhecida e que poderá ser uma companhia fascinante para alguma ocasião, mas não deixe de levar VOCÊ a sério. Eu comecei a fazer isso a pouco tempo, e por mais que pareça post de auto-ajuda (e tá parecendo mesmo), eu descobri a importância de se sentir apaixonado, por mim mesmo.
E várias vezes, ouvi mim mesmo dizer que também me ama. Um relacionamento só existe mesmo, quando temos certeza do que somos e como somos. Talvez por isso, eu e você podemos ainda não ter tido o prazer de conhecer a pessoa ideal, mas se ela não existir, lembre-se que você existe. Chame os amigos e vá ser feliz. Porque não há amor que valha mais a pena no mundo, que a amizade! Eu não troco!
Abraços…
