Paixões Platônicas

•22, Outubro , 2008 • Deixe um Comentário

Por vezes eu passo pelas ruas e vejo rostos, corpos, formas e atos que me atraem de uma forma tão peculiar. Parece que ao primeiro olhar e na primeira impressão, eu me apaixono, ao menos por alguns segundos por alguém. E é engraçado, porque há pessoas que eu encontrei em minha vida e que me fizeram muito bem em diversos aspectos, que eu tive essa “paixão de dois segundos”.

E nesse apaixonar-se por aqueles que me chamam atenção de alguma forma, eu realmente percebi que: ou me apaixono por TODO mundo, ou realmente eu nunca me apaixonei. Mas, será que eu não tenho noção de sentimento ou passo por um sentimentalismo barato? As pessoas realmente sabem o que é se apaixonar?

Essa pergunta me povoa a mente em momentos que eu busco um amor arrebatador, mas não encontro (e será que encontro um dia?). Mas aí me vejo analisando e entendendo o relacionamento. Porque essa relação afetiva não é feita apenas de sexo, ou de sentimentos harmoniosos, afinal os casais também brigam, terminam, choram, voltam e vivem vidas diferentes, com alguns sonhos e passos em comum. E tentei descobrir o que aprendi com os meus “fast-relacionamentos”.

A maioria das pessoas que eu tive alguma ligação afetiva, porque não vou mentir, já tive algumas cenas e beijos com alguém que não era nada nada afetivo, são essas que eu me apaixono pelo primeiro olhar. Reconheço que muitas delas levaram tempo pra “se interessarem” por mim. Um exemplo disso, é uma ex-namorada, que conversamos e fomos amigos durante um mês. E de repente, aquela minha afeição tinha virado um relacionamento de 2 meses.

Não sei como consegui namorar. Nunca havia pensando nisso e não sei de onde tirei que queria um relacionamento, mas eu queria e ali estava. Não brigamos, não convivíamos diariamente, não pensavámos um no outro todo o dia e incrívelmente, eu não tinha essa idéia de “relação amorosa”, mas era o que eu buscava, alguém que gostasse de mim e tivesse disposto a viver alegrias, tristezas e brigas comigo. Acho, que por morarmos em cidades distintas e que nos víamos apenas de fim de semana, descobri que não tinhamos um “NAMORO!” com toda a potencia sentimental que exigia um Dia dos namorados.

Então, com o passar do tempo, aquela “amizade colorida, vestida de relacionamento amoroso” deixou o campo ilusório de namoro, mas não brigamos e nem tivemos discussões, eu apenas levei-a até um lugar tranquilo e disse: Terminou. Ela chorou, sofreu e sentiu-se péssima e eu, na semana seguinte, já estava encantado por outra pessoa.

Eu fico pensando no romantismo por horas a fio, mas percebo que não deixei de ser um utilizador de suas ferramentas de conquista, apenas não aprendi a usar, suas ferramentas de manutenção e depois deste namoro, nunca mais me relacionei seriamente com uma pessoa. Tentar, eu tentei. Mas, segui a idéia de Tentativa e Erro e descobri que ou eu tinha ficado muito seletivo, ou simplesmente as pessoas não serviam pra esse negócio de namorar. Acredito que eu ainda estava procurando alguém que me fizesse “Feliz para Sempre”.

E nessas idas e vindas, e nos encontros e desencontros da vida, descobri que o melhor relacionamento pra se ter é consigo mesmo. Um namoro, ou um affair com o espelho faz um bem, que quem não tem ainda, DEVE experimentar. Descobri que procurar a felicidade nos outros é algo pra quem ainda não descobriu que para encontrar a felicidade, só depende de si.

Mas é claro, que não sou auto-suficiente, ou como diz o pai de uma amiga-irmã minha “Você não é uma ilha cercada de água”. No mundo existe muita gente bacana e que precisa ser conhecida e que poderá ser uma companhia fascinante para alguma ocasião, mas não deixe de levar VOCÊ a sério. Eu comecei a fazer isso a pouco tempo, e por mais que pareça post de auto-ajuda (e tá parecendo mesmo), eu descobri a importância de se sentir apaixonado, por mim mesmo.

E várias vezes, ouvi mim mesmo dizer que também me ama. Um relacionamento só existe mesmo, quando temos certeza do que somos e como somos. Talvez por isso, eu e você podemos ainda não ter tido o prazer de conhecer a pessoa ideal, mas se ela não existir, lembre-se que você existe. Chame os amigos e vá ser feliz. Porque não há amor que valha mais a pena no mundo, que a amizade! Eu não troco!

Abraços…

Janelas abertas

•21, Outubro , 2008 • Deixe um Comentário

Nesse mundo louco e veloz

Corre-se para todos os lados

Clica-se em todas as palavras

Busca-se um mundo de respostas.

 

E a cada momento de dúvida,

em que tudo parece perdido, sempre se abre uma janela

Pra buscar conforto, amores, amigos ou para não fazer nada

 

Apenas se busca um tempo onde não exista contagem

Uma vida em que tudo não seja passagem

Mas que encontremos essas forças e vivemos nossas verdades

E a cada clique, desse mouse-escolha

Abrimos uma janela-página

Num mundo virtualmente real

Semana

•17, Outubro , 2008 • Deixe um Comentário

Foi uma semana quente. Um calor insuportável que suportei pela semana toda. E agora, no final desta semana de calor intenso, a brisa fresca vem dar paz a esse pequeno coração. Não sei o que fazer ou até onde ir, pois o calor, que durou a semana inteira, me censurou tantos lugares, que agora não tenho tempo. Eu preciso me despedir. Sim, despedida.

O mundo já rodou mais 6 vezes, e nessas 6 vezes de 3 vezes 6 foi-se a semana quente que eu tive para pensar. Trabalhar foi impossível, então o melhor foi pensar. Em quê? Na vida, em tudo e em nada. Usei esse tempo pra respirar mais aliviado, pra chorar as batalhas perdidas e os sonhos conquistados e tudo que eu fiz e deixei de fazer…e deixei de fazer muito, mas a vida é assim!

E quando penso no tempo inestimável…percebo o quanto ele é voraz, e a cada lágrima a cair, são momentos de risos desperdiçados. Agora vou-me, tenho que aproveitar a brisa que encerra a semana quente que eu não trabalhei!

Herói e Vilão

•13, Outubro , 2008 • Deixe um Comentário

Às vezes, acho necessário explicar a criação de uma frase poética que fiz aos meus dezessete: “Nunca quis ser herói. Sua ética é demais para mim que nasci vilão, com boas maneiras”. Acredito que essa frase resuma exatamente aquilo que posso proporcionar ao mundo. Não posso ser bom, ou ruim. Simplesmente posso ser mal, com boas maneiras…

Tecnologia e Costumes

•10, Outubro , 2008 • Deixe um Comentário

O que você espera do mundo daqui dez anos? Ninguém sabe exatamente o que espera. E normalmente, quando perguntadas, as pessoas param, refletem e normalmente dizem: “Bom, eu espero conseguir isso e aquilo e que Fulano de Tal goste de mim” ou “Ah, eu quero curtir a vida sem pensar no que pode acontecer”. Mas você já parou para pensar no que você esperava há DEZ anos?

Sinceramente, aos meus dez anos de idade, eu não esperava muita coisa do mundo. Já tinha essas respostas feitas comuns pra criança. Quando me perguntavam: “O que você vai ser quando crescer?” a resposta já estava na ponta da língua: “Jornalista”. Tá. Minha indagação vem aí. Como você pode perguntar a uma criança o que ela será quando crescer e se contentar com a escolha profissional dela? Minha mãe talvez diria que quando você sabe a linha profissional, você cria uma imagem e um pensamento sobre a pessoa. Mas, até quando você pode considerar apenas isso?

Afinal, alguns pequenos sabem desde sempre o que vão fazer. No meu caso, eu sempre quis ser jornalista, mas aí as pessoas que me perguntaram isso fizeram que imagem de mim? Sentado na bancada do Jornal Nacional, substituindo o William Bonner. Esse é o pensamento da maioria. E nesse ponto que eu paro e falo pra mim mesmo: Cara! por que definem minha vida, criam uma imagem e acham que isso explica tudo?

E isso é fato, desde quando você nasce, as pessoas começam a colocar a profissão em você. “Olha que bonitinho ele fazendo um castelo de Lego, vai ser Engenheiro Civil!” E o pior botam isso na cabeça da criança e ele que siga a vida inteira pensando que nasceu pra isso. E nem importa se o sonho dele é Administração, quando prestar o vestibular ele tem que escolher a profissão que ele nasceu pra exercer: “Engenharia!”

Mas, assim é a vida. Algumas pessoas fogem disso. Eu sempre me importei e já dizia que faria jornalismo e nem sabia que “troço” era esse. E as coisas mudam, a se mudam. Porque eu gosto do curso e sigo minha vida acadêmica tranquilamente. Embora eu hoje falo que faço o curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Sim, porque você estuda antes de tudo comunicação e a relação dela com a sociedade. O jornalismo é só a técnica. E ainda pesquiso em Representação (e o que jornalismo tem a ver com isso? É uma boa pergunta. Mas Comunicação trabalha com Representação) e quero trabalhar com Assessoria de Imprensa (que é a parte mercadológica e não tem a mesma admiração social que o Jornalista tem. Mas, pra exercer a profissão tem que ser jornalista).

E depois de fazer coisas fora da idéia comum da família e dos amigos, eu descobri, que mesmo as pessoas que fazem aquela faculdade porque “nasceram pra isso”, acham a área que realmente querem trabalhar e ter seu lado profissional. Avisando aos pais de plantão que seus filhos não são profissionais, apenas. E depois de tanto pensar, percebi que não importa muito no que nos formamos, mas como usamos essa formação.

Representação e Realidade

•6, Outubro , 2008 • Deixe um Comentário

Eu gosto muito dessa idéia do representar. Acredito que gosto tanto que deixo de lado minhas linhas de pesquisa, minha análise de “pesquisador” e acabo me tornando alguém que vive de representações. É engraçado pensar nisso! Certamente parece loucura ou carência demais acreditar em pessoas, objetos e situações que realmente não existem, mas eu vivia disso.

Desde criança tenho este costume de viver atrás de um escudo fantástico. Com quatro anos minha amiga imaginária me dava conselhos que eu segui por muito tempo. As crianças que estudavam comigo, quando eu tinha oito anos, falavam de brincadeiras como pega-pega e esconde-esconde. Coisas simples e maravilhosas para essa idade. Eu era detetive. Fantásticamente eu questionava e tentava entender a tudo. Nenhuma disciplina me interessava e eu passava minhas aulas pensando em pequenos acontecimentos e em grandes investigações.

Aos onze me interessei pelo fabuloso e pelo mitológico. Quando chegava da escola (que na época era levada muito a sério) eu passava horas lendo as lendas gregas e imaginando esses deuses irreais em minha vida. Aos doze eu fui convidado pela minha professora de redação para falar um pouco sobre mitologia. Talvez, isso fosse o mais real dos meus pensamentos, mas aos doze eu falava de mitologia para os alunos do Ensino Médio.

Com treze anos, eu entrei no espetáculo e no mundo das artes cênicas, sonhando acordado e sentindo na pele uma realidade que nunca seria minha. Nessa idade eu aprendi a representar. Com esforço e coragem, o menino petulante de treze anos, que falava de mitologia, discutia sobre história e amava poesia começou a lutar para enfrentar seu primeiro degrau fora de casa. O Diretor. Sim, alguém muito severo e ao mesmo tempo paternal, que me derrubou diversas vezes, me fez sentir a pior das sensações: não ser especial.

E como alguém que viveu até ali, dentro do mundo da fantasia e que nunca tinha se deparado com a realidade, deveria dali para a frente, enfrentar o mundo real? Mas eu tentei, e com catorze anos tive meu primeiro “emprego”. Eu ensinava as crianças de primeira a quarta série, a arte de representar. Este mesmo diretor me mostrou que eu não podia ensinar algo que eu não sabia, mas quem disse que eu parei? Pelo contrário. Enfrentei muitas desavenças e aprendi muito ensinando crianças a serem como eu: sonhadores e artistas. Não para o mundo, mas para elas.

Com dezessete, eu me despedi do teatro e do grupo que eu frequentava com o cargo de diretor de elenco. Com a função de criar a representação junto com o ator e fazer o mesmo pensar na vida e no sentido de seu personagem. Abandonei a ilusão para me dedicar ao sonho de trabalhar com a realidade. E enfrentando a realidade dos processos seletivos para conseguir vaga em uma universidade pública, eu fui atrás do sonho de ser um profissional da realidade: ser JORNALISTA.

E nesses meses de intensa luta contra o real, a vida girando sempre e eu consegui minha meta. Eu entrei num curso que visa a realidade e o olhar sobre o real. E durante o primeiro ano, essa realidade nem chegou a incomodar. Mas aos poucos, acho que até junto com a vida, o real começou a se fazer presente e eu não me dei conta.

E este ano, que já está acabando, me apresentou muitos amores platônicos, alguns vindos da minha eterna carência e outros perdidos no cotidiano. Me apresentou inimigos feitos pelo espelho e dentre eles um muito real, que me derrubou por falta de olhar e enxergar, que não era ilusão. E tanto eu representei, que deixei de ver a realidade e acredito que ela agora está tão presente que não encará-la é ridículo.

Ilusão é algo tão bonito, tão plástico e tão belo que às vezes me dói saber que ela não me acompanhará. É difícil largar nossos vícios e nossa orientação, mas chega uma hora em que você percebe que esse olhar turvo irá prejudicá-lo. Então vou deixando meu adeus as minhas representações e ilusões. Aos meus aspectos infantis e fantasiosos fica um até mais, afinal, a realidade está batendo à porta e eu preciso ir. Trabalhar e encarar essa “realidade”, que pode ser uma fantasia coletiva.

Desejo

•2, Outubro , 2008 • Deixe um Comentário

Eu não sei o que mais me chamou atenção. Sei que você conseguiu me descompor, me transpor e me envolver. É estranho pensar que você surgiu do nada, sem nada e de repente, fez-se importante, quem sabe até necessário. Seu doce sorriso de menino, descontraído, leve e encabulado. Mas, ao mesmo tempo, vejo teus olhos passando e seu sorriso adquirindo um leve toque safado, insunuante e excitante.

Você aparece assim, às vezes tão humano e comum, que nem te noto. E às vezes tão pérfido e delicioso que me coloca em maus lençõis. Talvez a sua graça seja estar atrás da vitrine e que não posso tê-lo, mas apenas assistir. E mesmo com esse sorriso infantil e safado e seus modos prestativos e elegantes, sei que posso vencer essas barreiras, mas não sei se quero.

Afinal, pode ser esse o tempero que me dá apetite de comer você com os olhos. De encabulá-lo e de enfrentar o olhar, querendo sempre mais, sempre e sempre. Mas, o que fazer se não posso tê-lo? Pode ser que me canse de te admirar, de te incitar e espere resposta. Mas, aí, fica por sua conta.

Não digo que ficarei surpreso, e nem espero que me devore. Mas, não imagine que és o único e nem o último. Pois sem agir, você será o meu amor desta semana. E que passem os dias…Ai vou eu.

Simplesmente

•24, Setembro , 2008 • Deixe um Comentário

O dia acondou singelo, às 11 da manhã, a cabeça muito leve e o corpo com sono levantaram para ver o dia lá fora. Estava ventando, o céu nublado, estava frio e a calma do fim de semana simplesmente tinha acabado.

Simplesmente a vida já não estava tão gostosa, nem os amores tão quentes. Tudo está gelado, o corpo pede cama, a alma pede paz…

Simplesmente…

Eternamente efêmero

•11, Setembro , 2008 • 1 Comentário

Sim, a sombra do teu corpo já saiu da minha cama

Numa dessas noites vazias, em que eu estava só

E a tristeza de não ter mais lembraças, me fez voltar a pensar…

A vida é tão efêmera como uma xícara de café.

 

A muito tempo deixei você ir, não quero mais pensar no passado

Mas não aguento mais a solidão que me apossou, me fez cativo

E agora, quero poder viver sem pensar em você

Mas quero alguém pra dividir a vida, os sonhos, o beijo

 

O vazio da alma está preenchido, pela vida corrida

Mas a tristeza ainda é companhia

A mesa está posta

E a cama, vazia…

 

Cadê amor, cadê você?

 

Texto dedicado ao blog Voluntas

Enxergar o que ninguém vê

•8, Setembro , 2008 • Deixe um Comentário

Acho que talvez o “poder” de enxergar a mais seja uma doença, algo psíquico, ligado ao perfeccionismo. Pense bem, uma pessoa que vê as coisas comuns da vida e não busca sentido para tudo deve viver bem mais tranquila. Não há no que pensar a mais, apenas aconteceu. E aí acabam as indagações mirabolantes que esses ocupados seres que tem a capacidade de ficar dias pensando nos porquês…

É incrível, mas eu frequentemente paro a vida e penso: – Minha mãe! Por que será que isso acontece? Ah! E são coisas incríveis, como por exemplo, por que as pessoas ainda acreditam em candidatos que já mostraram que SÃO incompetentes? Ou até mesmo por que a gente para o mundo pra pensar em alguém. Sim, faço esses questionamentos e ainda tenho a capacidade de ser defesa e promotoria de cada assunto, em horas e horas de discussão, sempre regadas à café e muita discussão e falas longas sobre o jornalismo, a comunicação e como esse mundo não tem jeito.

Sim! A Mo, também para e pensa nesses dilemas eternos e ficamos por horas discutindo sobre a vida e a sua aplicação real. Não podemos dizer que estamos corretos em nossas afirmações, que são muitas, mas quem está?

Hoje nossa tarde foi proveitosa, estavamos discutindo como as revistas estão alienadas e chatas, afinal, precisamos de uma amiga confidente que nos conte como estamos certos, segundo seu estilo. Estou abismado com as publicações! Algumas muito sem nexo, outras, extremamente sem conteúdo. Às vezes, num bom garimpo, encontramos coisas boas, como os textos da Nina Lemos. Eita mulher boa! Adoro os textos dela e a maneira de mostrar o cotidiano de ângulos particulares, que são iguais aos meus.

Mas, no total, o monte de papel, que você pensa encontrar uma resolução para dias tenebrosos, às vezes é tão fútil. Ah, tivemos uma descoberta muito boa hoje…somos prepotentes…fazer o que né?! A prepotência é algo que vem com saber quem somos. Na verdade, ser prepotente, prepotente, a gente nem é. Mas, falamos um pouquinho demais, sobre coisas que devíamos deixar passar. Mas, a gente não consegue.